Fonte: Wikipédia

Emmanuel Jean-Michel Frédéric Macron (Amiens, 21 de dezembro de 1977) é um político, funcionário público, banqueiro francês e atual presidente eleito de seu país.[1] Macron estudou filosofia na Universidade de Paris X – Nanterre, concluiu um mestrado em políticas públicas no Instituto de Estudos Políticos de Paris, e depois se formou na Escola Nacional de Administração em 2004. Em seguida, passou a trabalhar na Inspeção-Geral de Finanças antes de se tornar um sócio do banco Rothschild.

Membro do Partido Socialista entre 2006 e 2009, foi nomeado secretário-geral adjunto da Presidência da República por François Hollande em 2012, e se tornou ministro da economia em 2014 no governo Valls. Como ministro, apoiou reformas pró-empresariado. Ele saiu do governo em agosto de 2016 para lançar sua candidatura à presidência na eleição de 2017, a qual anunciou oficialmente em novembro de 2016, poucos meses após fundar seu próprio partido político, o Em Marcha!.

Em 7 de maio de 2017, foi eleito Presidente da França com 66% dos votos, derrotando a candidata de extrema-direita Marine Le Pen.

Um homem que respeito e com quem tive o gosto de colaborar durante algum tempo

ramalho_eanesramalho-eanesRamalho Eanes

Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.

O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber.

Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira.

O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor.

Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros.

Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados – e não aceitou o dinheiro. Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados.

As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.

Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a.

Mas pedi-la, não. Nunca!»

O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.

“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.

Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta-acrescentando os outros.

“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”. O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.

Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a acreditar-nos – condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser decentes.

Fernando Dacosta

Nota: Já escrevi algures no Expresso um comentário sobre Ramalho Eanes, mas sinto-me na obrigação de dizer algo mais e que me foi contado por mais que uma pessoa.

Disseram-me que perante as dificuldades da Presidência teve de vender uma casa de férias na Costa de Caparica e ainda que chegou a mandar virar dois fatos, razão pela qual um empresário do Norte lhe ofereceu tecido para dois. Quando necessitava de um conselho convidava as pessoas para depois do jantar, aos quais era servido um chá por não haver verba para o jantar. O policia de guarda em vez de estar na rua de plantão ao frio e chuva mandou colocá-lo no átrio e arranjou uma cadeira para ele não estar de pé. Consta que também lhe ofereceram Ações da SLN-BPN, mas recusou.

Posso acrescentar mais qualquer coisa do meu conhecimento pessoal, porque Ramalho Eanes e Edgar Cardoso , além de amigos, admiravam-se mutuamente. Após o 25 de Abril, Edgar Cardoso foi saneado de professor do Instituto Superior Técnico, porque segundo a acusação ” fazia pontes para o fascismo “, mas Ramalho Eanes dois ou três anos mais tarde conseguiu a sua reintegração como professor catedrático e com direito a receber todos os vencimentos durante todo o tempo em que foi impedido de lecionar. Foi pura iniciativa do presidente e Edgar Cardoso foi apanhado de surpresa quando Ramalho Eanes lhe deu conta do assunto, tendo imediatamente recusado essas verbas, porque segundo entendia, se não tinha trabalhado, também não podia receber. Ficou muito grato por recomeçar a dar aulas, mas disse ao presidente que ficasse com os seus ordenados e que fizesse com eles o que entendesse. Ramalho Eanes , desconfortável porque também não podia ficar com o dinheiro, começou a pensar o que iria fazer com ele. Um dia chamou o Professor e disse-lhe que tinha encontrado a solução : iria fazer a Fundação Edgar Cardoso, que distribuiria, anualmente, os juros do dinheiro, aos três melhores alunos da cadeira de Pontes e Estruturas Especiais, em todo o país. Edgar Cardoso ficou encantado mas não sabia como agradecer ao presidente. Mais tarde , também ele tinha descoberto a solução: como sabia que Ramalho Eanes , quando deixasse de ser presidente jamais aceitaria que os impostos dos portugueses lhe pagassem um gabinete, a que todos os antigos presidentes tinham direito, resolveu oferecer-lhe um escritório, curiosamente num edifício chamado de Presidente, escritório esse que lhe tinha sido oferecido por um amigo promotor do edifício e a quem, como era seu costume, não tinha levado quaisquer honorários pelo projecto .

Por isso, Ramalho Eanes é o único ex-presidente da República que não beneficia dessa prerrogativa de manter um gabinete próprio pago pelo Estado, ou seja por todos nós, os contribuintes portugueses.

Já disse isto várias vezes, mas não me canso de repetir : Ramalho Eanes é um dos raros exemplos de integridade e retidão: até podemos não gostar dele, mas temos todos que o respeitar porque a sua nobreza faz dele um farol que ilumina a escuridão do pântano de invertebrados corruptos em que se transformou este país em que vivemos.

Faz-nos acreditar que ainda há futuro para quem persiste em ter a dignidade de ser decente.

João Cardoso

 

Fonte: Renascença no Ar (Silva Peneda)

Acordo secreto Paris-UE? “Uma machadada”, diz Silva Peneda

03 nov, 2016 – 11:42

Presidente francês revelou que há um acordo com a Comissão Europeia que permitiria a França não cumprir as regras do défice.

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Renascença

Renascença

Silva Peneda, antigo consultor do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, classifica como uma grande trapalhada o alegado acordo secreto que existe entre Paris e a Comissão Europeia, que permitiria que França não fosse obrigada a cumprir as metas do défice.

Este caso “significa uma grande trapalhada” e explica uma frase de Jean-Claude Junker, há tempos, quando foi posto o problema do défice francês: “A França é a França”. Na sua opinião, isto demonstra uma excepção para Paris e para os poderosos. “O que significa que a UE tem um problema com os países do Sul da Europa e há um tratamento desigual”, alerta.

“É um caso grave porque fere um dos princípios fundamentais. É uma machadada quanto a mim significativa, embora não conheça os detalhes. Se há um tratamento desigual da questão do défice relativamente à França, acho que os outros países devem tomar algum tipo de posição”, diz à Renascença.

“De certeza absoluta que não há nenhum acordo escrito. O que demonstra aquela velha tese de que as coisas mais importantes não estão escritas, mas são as que se combinam”, remata.

A revelação da existência deste acordo é feita pelo próprio presidente francês, François Hollande no livro “Um Presidente não deveria dizer isto” feito por dois jornalistas do “Le Monde” após dezenas de entrevistas a Hollande.

Segundo terá dito Hollande, as promessas à União Europeia de manter o défice abaixo dos 3% do PIB, tal como é exigido pelas instituições europeias, foi “uma mentira pura e simples, aceite por todas as partes”. O acordo terá sido estabelecido em 2012, ano em que Hollande foi eleito, e seria válido até 2017.

CGD? Outra trapalhada

Já sobre a entrega de declarações de rendimentos dos administradores da Caixa Geral de Depósitos, Silva Peneda considera que se está perante “outra trapalhada”.

O antigo consultor diz que vê “com preocupação” esta polémica e considera que os administradores devem entregar a documentação, lembrando que os administradores do “próprio Banco de Portugal também apresentam as declarações de património”.

Silva Peneda diz ainda concordar com o socialista João Cravinho que, na Renascença, considerou o caso “aberrante”, acrescentando que “a República não pode ficar refém de ninguém.

Fonte: Sapo 24

António Guterres, aclamado esta quinta-feira como novo Secretário-Geral das Nações Unidas, comprometeu-se a ser um “construtor de pontes” e a estar “ao serviço de todos da mesma forma”. As portas do meu gabinete estarão sempre abertas”, garantiu.

“É com gratidão e humildade e com grande sentido de responsabilidade que me apresento hoje”, afirmou o novo Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, na sua primeira declaração após ser aclamado pela Assembleia-geral da ONU.

Guterres disse à Assembleia que quando tomou conhecimento da sua recomendação pelo Conselho de Segurança recebeu a notícia com “humildade e gratidão”, à qual acresce agora um “sentido de responsabilidade”.

“O verdadeiro vencedor hoje é a credibilidade das Nações Unidas”, disse o ex-primeiro-ministro português, salientando a transparência do processo de candidatura. “Enquanto Secretário-Geral devo estar ao serviço de todos da mesma forma”, salientou, acrescentando que a sua única missão “é fazer vigorar a Carta das Nações Unidas”.

Guterres disse ainda que está “ciente dos desafios que se colocam” às Nações Unidas e as “limitações do cargo” que vai ocupar. Pelo que isto deve “inspirar uma abordagem humilde”. “Serei um construtor de pontes”, prometeu. “As portas do meu gabinete estarão sempre abertas”, acrescentou.

Guterres não deixou de salientar que a “promoção da dignidade humana” deve estar no centro da ação das Nações Unidas. A par desta prioridade está também a da promoção da igualdade de género.

“Acredito nas Nações Unidas”, disse por a ONU “acredita nos valores fundamentais”.

Guterres instou ainda a que fosse quebrada a ligação entre terrorismo e xenofobia e que se promovesse a paz no mundo. “Sem paz a vida é vazia de sentido” e a paz, a nível mundial, é escassa, lamentou.

O discurso terminou uma saudação a Ban Ki-moon e um agradecimento aos “incansáveis soldados da paz”.

Em conferência de imprensa após a aclamação, António Guterres, afirmou, em Nova Iorque, que quer ser um “mediador honesto” na comunidade internacional.

“Farei o meu melhor nestes dois meses e meio para me preparar, conhecer os problemas e as divisões, para poder atuar como um mediador honesto, alguém que tenta reunir as pessoas para perceber quais são as diferenças e, mais importante, como se podem unir”, disse Guterres aos jornalistas.

Questionado sobre o conflito na Síria, que é apontado como o seu primeiro grande desafio, o português disse que sente “uma grande solidariedade para com o povo sírio”. “Fui Alto Comissário para os Refugiados e vi os sírios abrirem as suas fronteiras, as portas das suas casas e dos seus corações para milhões de refugiados que entravam. Ver o povo sírio a sofrer tanto é algo que absolutamente parte o meu coração”, disse.

“O que posso dizer é que darei o meu melhor para servir a causa da paz para o povo sírio, mas agora, existe um secretário-geral da ONU a trabalhar para isso. Testemunho também o facto de que os países chave vão encontrar-se de novo e tentar avançar”, disse, explicando que “é uma obrigação moral” de todos “parar o sofrimento do povo sírio”.

António Guterres, que acabara de discursar em inglês, espanhol e francês, disse estar “profundamente comovido com a unidade e o consenso” mostrados pela Assembleia Geral e pelo Conselho de Segurança no processo que levou à sua indicação.

“Espero que esta unidade e consenso sejam simbólicos de que os organismos da ONU e a comunidade internacional como um todo são capazes de enfrentar os desafios de hoje e capazes de tomar atempadamente as decisões necessárias para fomentar a paz, terminar conflitos e criar as condições para que os direitos humanos sejam uma realidade para todos”, disse o próximo secretário-geral.

Questionado sobre outros conflitos, António Guterres reafirmou o seu compromisso em ser um mediador para atingir soluções e alertou para os riscos que a falta de ação representa.

Os 193 países membros das Nações Unidas ratificaram hoje em Assembleia-geral, por aclamação, a escolha de António Guterres para liderar a organização, feita em 5 de outubro pelo Conselho de Segurança, o principal órgão decisório da ONU.

António Guterres, antigo primeiro-ministro de Portugal e ex-alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, será, a partir de 1 de janeiro de 2017, o 9.º secretário-geral da ONU, com um mandato de cinco anos, sucedendo ao coreano Ban Ki-moon.

http://rr.sapo.pt/video/116443/a_aclamacao_de_guterres_como_secretario_geral_da_onu

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Fonte: Sapo 24

Juncker respondia às perguntas de três jovens “YouTubers” numa entrevista organizada conjuntamente com a cadeia de televisão Euronews. O chefe do executivo comunitário recordou que em julho declarou que a contratação de Barroso, o seu antecessor na Comissão, pelo Goldman Sachs representava um problema para si, apontando o papel do banco norte-americano na crise dos “subprimes” em 2008.

“Que é que eu disse? Disse, e repito-o: não tenho problemas que ele assuma uma função num banco privado, mas nesse não!”, disse Juncker, recordando declarações ao jornal belga Le Soir.

De facto, no Le Soir de 30 de julho surgem declarações de Juncker sobre o tema: “O facto de Barroso trabalhar para um banco não me chateia demasiado. Mas para esse [o Goldman Sachs], já tenho problemas com isso”.

“É uma iniciativa individual e ele respeitou as regras. Mas uma pessoa precisa de escolher o seu empregador”, realçou na altura.

Juncker explicou aos seus entrevistadores o problema com o Goldman Sachs: “Porque o Goldman Sachs foi uma das entidades que contribuíram, sabendo ou não sabendo, para o nascimento de uma crise financeira e económica enorme no decorrer dos anos de 2007, 2008 e 2009”.

O chefe do executivo comunitário aludia assim à crise dos créditos “subprimes”, os créditos hipotecários de alto risco vendidos por algumas entidades financeiras norte-americanas.

“Então comecei a questionar-me sobre a identidade da porta rumo à qual ele se dirigia”, disse Jucnker, sublinhando – no entanto – que Durão Barroso é “um tipo honesto”. “É um amigo”, vincou.

A contratação de Durão Barroso, anunciada a 08 de julho pela Goldman Sachs, levantou uma onda de polémica e indignação, materializada em petições de cidadãos europeus e funcionários comunitários.

Em meados de julho o presidente francês, François Hollande, qualificou a mudança de cargo de Barroso como “moralmente inaceitável”.

Mas durante dois meses a Comissão Europeia – que Barroso dirigiu de 2004 a 2014 – não viu qualquer má-conduta, recordando que o português tinha respeitado o código de ética dos comissários europeus ao esperar 18 meses, após cessar funções comunitárias, antes de aceitar um cargo num empregador privado.

Face às críticas que caíram sobre ele, Juncker pediu esta semana uma clarificação sobre os termos do contrato de trabalho com o banco americano. Também se ficou a saber que a Comissão pretende receber Barroso como um simples lobista e não com honras de ex-presidente do executivo comunitário.

Durão Barroso passou ao contra-ataque, acusando a UE de o discrimina dos cegos.deslocam a este



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