(Uma das minhas artistas de cinema preferidas)

Depois da derrota do Real Madrid frente ao Barcelona, Cristiano Ronaldo pôde abstrair-se do resultado com um encontro inesperado.

O jogador português conheceu a atriz norte-americana Julia Roberts, que assistiu ao jogo e fez questão de se apresentar a alguns dos craques.

O encontro ficou registado para a posteridade.

Fonte: Público online

As mulheres portuguesas são parvas

Maria Filomena Mónica
02/03/2005 – 00:00





Quando casei, o que de mim se esperava, além da procriação continuada, era que passasse o dia a arrumar a casa, a cozinhar pratos requintados e a vigiar a despensa. Hoje, a estas tarefas vieram juntar-se outras. As mulheres modernas são também supostas ser boas na cama, profissionais competentes e estrelas nos salões.

Nos últimos tempos, fui entrevistada por vários jornais, os quais, suponho que devido à crise económica, me enviaram mulheres muito novas. Eram geralmente bonitas, espertas, altas, modernas e rápidas. Eis, pensei, a Nova Mulher. Inesperadamente, o final das conversas tendeu a escorregar para a dificuldade que elas encontravam na compatibilização entre o trabalho e a maternidade. Num caso, aconteceu mesmo ter eu descoberto estar a desempenhar o papel de psicanalista, dando conselhos sobre a forma como a jornalista em causa, que acabara de ter um filho, podia e devia reivindicar para si, sem se sentir culpabilizada, um maior espaço de autonomia.

Suponho que o facto de ser mulher, mãe e avó convida a estas confissões imprevistas. Não me importei: as revelações das jovens serviram para me mostrar que as novas gerações femininas, pelo menos as da classe média, não têm a vida mais facilitada do que eu a tive há quarenta anos. Por um lado, as “criadas de servir”, como antigamente lhes chamávamos, são hoje mais caras, por outro, a ideologia dominante sobre a função da mulher alterou-se menos do que eu pensava.

É isto que um trabalho, publicado por Karin Wall, do Instituto de Ciências Sociais, e por Lígia Amâncio, do ISCTE, veio demonstrar. A quase totalidade dos portugueses (93 por cento) considera que, num casal, tanto o homem quanto a mulher devem trabalhar fora de casa, mas um número impressionante (78 por cento) diz que uma criança pequena sofre quando a mãe trabalha. Cerca de metade da população afirma que as mães se deveriam abster de trabalhar quando têm filhos com menos de seis anos. Ora, devido aos salários reduzidos da maioria dos trabalhadores masculinos, Portugal possui a mais alta taxa de emprego feminino da Europa, uma situação que só pode conduzir a que as portuguesas vivam em estado permanente de culpabilidade.

Mas há mais. Os portugueses excedem-se verbalmente no seu amor pelas crianças: para 62 por cento, os indivíduos que não têm filhos levam uma “vida vazia”. Ora, são estes senhores, que tanto dizem amar os filhos, que se não dão ao trabalho de lhes mudar as fraldas, de os levar ao médico ou de os alimentar. As mulheres portuguesas gastam três vezes mais horas do que os homens na lida doméstica: elas despendem, por semana, vinte e seis horas, eles apenas sete, o que dá uma diferença de dezanove horas semanais, uma média superior à europeia. As portuguesas continuam a ser exploradas, como se nada se tivesse passado desde o momento, na década de 1960, em que a minha geração ergueu a bandeira da emancipação feminina.

Algumas das jovens, que responderam ao inquérito, declararam conformar-se com a distribuição do trabalho vigente, chegando a dizer que “nós nunca nos zangamos por causa das tarefas domésticas”, continuando a lavar a roupa, a passar a ferro e a mudar fraldas, como se os filhos não fossem responsabilidade de ambos. Sei, por experiência própria, que é mais fácil fazer greve às tarefas domésticas do que ao tratamento dos filhos. Apesar das minhas resistências iniciais, acabei por admitir que existe um laço afectivo diferente entre a mulher, que teve de carregar um feto na barriga durante nove meses, e o homem que se limitou a depositar nos ovários um montinho de espermatozóides. Mas isto não explica a exploração a que as minhas compatriotas são sujeitas, não só pelos maridos, como por uma sociedade que continua a atribuir-lhe todos os males contemporâneos, do consumo juvenil da droga à anomia cerebral dos alunos.

Nunca esperei que a situação fosse tão má quanto a que este inquérito revela. Na minha ingenuidade, pensei que, na História, havia domínios – sendo um deles a emancipação feminina – em que tinham verificado progressos. Depois de ler estes dados, tenho dúvidas. Algumas raparigas ainda parecem pensar que a sua única função no Universo consiste em desempenhar os papéis de esposas devotadas, seres paranoicamente ocupados com a limpeza do pó e mães tão excelsas quanto a Virgem Maria.De certa forma, o destino das raparigas na casa dos trinta ou quarenta anos corre o risco de ser pior do que o meu. Quando casei, o que de mim se esperava, além da procriação continuada, era que passasse o dia a arrumar a casa, a cozinhar pratos requintados e a vigiar a despensa. Hoje, a estas tarefas vieram juntar-se outras. As mulheres modernas são também supostas ser boas na cama, profissionais competentes e estrelas nos salões. Mas isto é uma utopia. Nem a mais super das supermulheres pode levar as crianças à escola, atender os clientes no escritório, ir à hora do almoço ao cabeleireiro, voltar ao escritório onde a espera sempre um problema urgente, fazer compras num destes modernos supermercados decorados a néon, ler umas páginas de Kant antes de mudar as fraldas do pimpolho, dar um retoque na maquilhagem, telefonar a três “babysitters” antes de arranjar uma, ir ao restaurante jantar com os amigos do marido, discutir a última crise governamental e satisfazer as fantasias sexuais democraticamente difundidas pelos canais de televisão. Estou a falar, note-se, de mulheres socialmente privilegiadas. A vida das pobres é um inferno sem as consolações de que as suas irmãs de sexo, apesar de tudo, usufruem.

É por isso que a luta tem de continuar. Não sei se sou “femininista”, nem me interessa debater a questão terminológica. Sei que sou contra todas as injustiças e, entre elas, contra a ideologia que nos quer manter encerradas numa Casa de Bonecas. Ao longo dos anos, tenho ouvido de tudo, incluindo mulheres que dizem estar contra a emancipação feminina. Pensei então que não valia a pena perder tempo com tontas. Mais madura, considero hoje que o melhor é retirar-lhes o direito ao voto, o direito ao divórcio e a protecção legal contra a violência doméstica. Se gostam de ser escravas, que o sejam. Acabou-se o tempo das contemporizações. Quem luta, tem direitos; quem se resigna, fica de fora.
Historiadora

DINHEIRO NÃO DÁ FELICIDADE?

Desde miúda que comecei a ouvir isto.

Mas pensando bem, não acho que esteja certo.

Se se nasce numa família com posses, tudo é bem mais fácil…

Há despreocupação dos pais por tudo o que a criança precisa,
desde a alimentação, ao vestir, à assistência médica.

Depois é a escola. Tudo será mais fácil a nível da educação,
mesmo que não seja muito inteligente, se estiver em boas
escolas é mais fácil superar essa lacuna, acho eu.

Se os pais forem pessoas pobres, dificilmente irá para a Universidade,
tirará um curso superior, mesmo que seja muito inteligente…

Se não tiver um curso superior o acesso a um bom emprego será
muito dificultado, para não dizer quase impossível…

Também toda uma série de coisas que contribuem para uma
melhor qualidade de vida se tornam mais difíceis:
andar bem vestido
bem calçado
o corpo bem tratado, cabelo, etc. etc.

Até no acesso a ter um melhor auto-conhecimento de si próprio,
não pode fazer auto-análise, e poderia enumerar tanta coisa
que contribuem para que a pessoa se possa apresentar de uma
forma agradável.

Se estiver limitada em não ter algum dinheiro, nunca poderá se
apresentar como quem o tenha, mesmo que tenha vontade e gosto.

A apresentação não depende apenas do gosto, poderá ter-se
vontade de uma apresentação muito cuidada e tal não ser
possível e isto pode estender-se a vários factores.

Portanto: o dinheiro não dá felicidade, mas sem ele as limitações
ao longo da vida são sempre muitas.

Irene Alves

Fonte: Renascença no Ar

Redes sociais e jornalistas estrangeiros não perdoam busto de Ronaldo

29 mar, 2017 – 14:34 • Filipe d’Avillez

Em Portugal, mas sobretudo no estrangeiro, muitos comentam o busto de Cristiano Ronaldo. “Para um homem bem parecido, ele tem um tremendo azar com escultores”, comenta um jornalista.


Busto de Cristiano Ronaldo está a dar que falar nas redes sociais. Foto: Gregório Cunha/Lusa

Os discursos de Ronaldo e de Marcelo Rebelo de Sousa foram o ponto alto da atribuição do nome do futebolista ao aeroporto da Madeira. Mas as atenções acabaram por ser roubadas pelo busto de CR7, que foi desvendado durante a cerimónia.

“Para um homem bem-parecido, o Cristiano Ronaldo tem um tremendo azar com escultores”, comenta Tom Williams, correspondente desportivo da AFP. Outro jornalista, Martin Belam do “The Guardian”, admite que mal viu a imagem da estátua desatou-se a rir.

Mas vários utilizadores lusófonos das redes sociais juntaram-se ao coro das críticas, com um a comentar que quem fez o busto deve ser um grande fã de… Messi.

Aqui estão alguns dos melhores “tweets” sobre o assunto.

Segundo a revista Sábado, o busto é da autoria do madeirense Emanuel Santos e levou 15 dias a esculpir.

Esta é a segunda representação de Ronaldo na ilha da Madeira. A primeira, uma estátua de corpo inteiro, também em bronze, já tem alguns anos e na altura também causou bastante polémica.

O Amor é…O amor é o início. O amor é o meio. O amor é o fim. O amor faz-te pensar, faz-te sofrer, faz-te agarrar o tempo, faz-te esquecer o tempo. O amor obriga-te a escolher, a separar, a rejeitar. O amor castiga-te. O amor compensa-te. O amor é um prémio e um castigo. O amor fere-te, o amor salva-te, o amor é um farol e um naufrágio. O amor é alegria. O amor é tristeza. É ciúme, orgasmo, êxtase. O nós, o outro, a ciência da vida.
O amor é um pássaro. Uma armadilha. Uma fraqueza e uma força.
O amor é uma inquietação, uma esperança, uma certeza, uma dúvida. O amor dá-te asas, o amor derruba-te, o amor assusta-te, o amor promete-te, o amor vinga-te, o amor faz-te feliz.
O amor é um caos, o amor é uma ordem. O amor é um mágico. E um palhaço. E uma criança. O amor é um prisioneiro. E um guarda.
Uma sentença. O amor é um guerrilheiro. O amor comanda-te. O amor ordena-te. O amor rouba-te. O amor mata-te.
O amor lembra-te. O amor esquece-te. O amor respira-te. O amor sufoca-te. O amor é um sucesso. E um fracasso. Uma obsessão. Uma doença. O rasto de um cometa. Um buraco negro. Uma estrela. Um dia azul. Um dia de paz.
O amor é um pobre. Um pedinte. O amor é um rico. Um hipócrita, um santo. Um herói e um débil. O amor é um nome. É um corpo. Uma luz. Uma cruz. Uma dor. Uma cor. É a pele de um sorriso.

Joaquim Pessoa, in “Ano Comum”Pintura: Excerto de D Tríptico “O Jardim Delícias”

de Hieronymus de Boch