Fonte: ZAP.aeiou

A caçadora espanhola Melania Capitán suicidou-se aos 27 anos.

A jovem caçadora espanhola Melania Capitán, uma vedeta nas redes sociais, onde tinha tantos seguidores como críticos, foi encontrada morta. Tinha 27 anos e há a suspeita de que se tenha suicidado.

O corpo da caçadora e bloguer espanhola Melania Capitán foi encontrado numa quinta, na madrugada de quarta-feira, na zona de Huesca. Segundo o jornal local Heraldo.es, que cita fontes do seu círculo próximo de amigos, a popular caçadora ter-se-á suicidado por “questões pessoais”.

A jovem tem sido alvo de ameaças de defensores dos animais, por assumir nas redes sociais a sua paixão pela caça. Mel Capitán publicava frequentemente imagens com a arma em punho e a exibir os animais que caçava.

Chegou a veicular-se a hipótese de que a caçadora se tivesse suicidado devido às ameaças e violência psicológica a que era constantemente submetida pelas críticas cerradas dos defensores dos direitos dos animais, mas o Heraldo.es descarta a possibilidade.


Mel Capitán tornou-se num ícone da caça em Espanha, e um fenómeno de (im)popularidade nas redes sociais
Mel Capitán tornou-se num ícone da caça em Espanha, e um fenómeno de (im)popularidade nas redes sociais

Antes de se suicidar, a jovem caçadora terá telefonado aos amigos mais próximos para se despedir, avança a revista de caça Jara y Sedal, na qual Melania colaborava. A jovem tornou-se num ícone da caça em Espanha, ganhando fama mundial pela forma como defendia a sua paixão pela actividade nas redes sociais.

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Fonte: JN online

Os príncipes William e Harry, de Inglaterra, divulgaram este domingo fotos inéditas de momentos da infância com a mãe, Diana.

As imagens saíram do álbum fotográfico privado da princesa e foram divulgadas para coincidir com a exibição na ITV de um documentário sobre a vida da famíla: “Diana: A nossa mãe: A sua vida e legado”.

Os dois irmãos participam no documentário que assinala os 20 anos passados sobre a trágica morte da “Princesa do Povo”, num acidente de carro em Paris, em 1997.

Numa das imagens, surge Diana grávida de Harry e com William ao colo. Na segunda imagem, Diana está abraçada a Harry durante umas férias. Na terceira
imagem, os dois irmãos estão sentados num banco de jardim.
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Como é que se esquece alguém que se ama? Miguel Esteves Cardoso

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa – como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?

As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.

É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.

Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.

Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in ‘Último Volume’

Fonte: Sapo 24

A francesa Simone Veil foi uma líder política europeia e ativista dos direitos humanos que sobreviveu ao Holocausto nazi.

Nascida Simone Jacob em 1927, em Nice (sul de França), tinha 17 anos quando, em 1944, foi deportada para o campo de extermínio de Auschwitz, de onde regressou sem a sua mãe. O pai e o irmão desapareceram também na deportação dos judeus pelos nazis. Apenas sobrevivem as suas duas irmãs.

Licenciada em direito, obtém o diploma do Instituto de Estudos Políticos de Paris, onde conhece Antoine Veil, com quem casa, assim como um professor que se torna no seu mentor, Georges Pompidou.

Veil começa a sua carreira na magistratura em 1956 e durante nove anos dedica-se à melhoria das condições de vida dos reclusos.

A par da educação dos três filhos, faz da sua casa um local de tertúlia frequentado por gaulistas e centristas.

Duas vezes ministra da Saúde, primeiro de Jacques Chirac (1974-1976) e depois de Edouard Balladur (1993-1995), destacou-se pela da lei de legalização do aborto de 1975, que leva o seu nome (lei Veil), e pela proibição de fumar em locais públicos.

Eleita três vezes para o Parlamento Europeu (1979, 1984 e 1989), foi a primeira mulher a presidir o organismo. Simone Veil é uma figura da construção europeia, tendo-se destacado pela defesa de uma Europa federal e social.

De origem judaica e sobrevivente do campo de concentração nazi de Auschwitz, Veil foi ainda uma das fundadoras da Fundação da Memória da Shoah (genocídio de judeus pelos nazis, na II Guerra Mundial)), a qual presidiu até 2007.

Figura francesa e europeia de destaque, Simone Veil foi condecorada pelo Presidente da República Mário Soares, em 1993, com a Grã-cruz da Ordem do Infante, em reconhecimento pela amizade e solidariedade que a eurodeputada demonstrou relativamente a Portugal.

Em 2000, no âmbito das celebrações do Dia da Mulher, foi convidada por Jorge Sampaio para falar sobre as “Causas das Mulheres” numa cerimónia no Palácio da Ajuda. Era então membro do Concelho Constitucional francês, a mais alta instância jurídica francesa, encarregada de velar pela regularidade das leis e das eleições. Veil foi nomeada para o cargo em 1998.

Já em 2008, Lisboa acolheu a 13º cerimónia de entrega do Prémio Norte-Sul do Conselho da Europa onde foram distinguidos o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan e a antiga presidente do Parlamento Europeu, Simone Veil. O Prémio Norte-Sul do Conselho é atribuído a duas personalidades, uma do Norte e outra do Sul, que se destacaram na defesa dos direitos humanos e no estreitamento das relações Norte-Sul.