Vale a pena ver até ao fim

 

(obrigada Joaquín)

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DEIXA (gentilmente cedido por Elvira Carvalho

909090
Deixa que a vida
não seja desespero
mas só vida.

Deixa que o mar
não seja túmulo
mas só mar.

Deixa que o sonho
não seja pesadelo
mas só sonho.

Exige
JUSTIÇA
PAZ
AMOR.
E vive…Deixa
que a vida
seja vida,
e o mar
mar
e o sonho
sonho.
E luta
sofre
ama
e vive…

Essa vida
que não tens
mas anseias
conhecer.

sugiro uma visita a seu blogue
http://6feira.blogspot.pt

 

Sophia de Mello Breeyner Andresen

ophia

Há pouco tempo escrevi neste blogue que apoiava a ida dos restos mortais

de Sophia para o Panteão Nacional. Pois bem, tudo se encaminha para que

tal suceda próximo do 25 de Abril deste ano (os 40 anos de Abril).

A família deu o seu apoio, não tanto por os restos mortais ficarem no

Panteão, mas como através disso, a sua poesia ter uma maior diivulgação.

Uma das filhas ao Jornal O Sol disse que o Zeca Afonso também deveria ir

para o Panteão e que a mãe era uma grande admiradora dele.

25 de Abril
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen, in ‘O Nome das Coisas’

Merece ser visto o vídeo

– Akiane. Desde os quatro anos que desenha de maneira encantadora, inclusive, seu primeiro desenho foi o rosto lindo que ela afirmou ser a de um anjo que a levou para um mundo muito belo de cores e luzes deslumbrantes. A partir daí, Akiane começou a retratar espiritos e paisagens maravilhosas. Ela afirma, ainda, que tem uma tarefa especial nesta vida. Escreve poemas extraordinários, de uma pureza deslumbrante.
Muito doce, hoje Akiane está com doze anos Mora em Idaho, EUA.

A garota seria o que alguns estudiosos definem como uma criança cristal, ou seja, uma alma evoluída, que veio contribuir para a mudança de nível do nosso mundo. Akiane pintou o que seria o rosto mais próximo
que tinha Jesus.

(obrigada Cacilda)

É muito pouco tempo, mas se é fumador veja, se não é veja também

O Hospital A. C. Camargo encontrou uma maneira contundente de ampliar a mensagem sobre os riscos de fumar. Um vídeo de menos de um minuto e meio com trechos de canções dos Beatles cantadas por ex-fumantes. No fim, o coral mostra cartazes com um pedido: ‘Escute a voz deste coral. Não fume.”

O coral do A.C. Camargo é formado por 12 pacientes que passaram por cirurgia de extração da laringe e das cordas vocais por causa do cigarro. Eles usam a voz do esôfago, prótese ou laringe eletrônica (vibrador). Alguns conseguem falar com a boca ou conseguem articular sons.
O coral surpreendeu a plateia do auditório do MASP que aguardava uma apresentação do Coral da USP, um dos mais famosos da cidade de São Paulo. A reação do público é mostrada no vídeo.
A campanha foi criada para o A.C. Camargo Cancer Center com as canções “All you need is Love” e “She loves you”, dos Beatles.
O objetivo foi alertar as pessoas para o principal fator de risco do o câncer de laringe, o tabagismo.

T E S T A M E N T O

343434Agora no fim da vida
Como mendigo que sou,
Me sinto preocupado,
Intrigado e num momento
Me pergunto, enbaraçado,
Se faço ou não o testamento.

Não tendo, como não tenho
E nunca tive ninguém,
Pra quem é que eu vou deixar
Tudo o que eu tenho:
Os meus bens?

Para quem é que vou deixar,
Se fizer um testamento,
Minhas calças remendadas,
O meu céu, as minhas estrelas.

Que não me canso de vê-las
Quando ao relento deitado
Deixo o olhar perdido,
Distante no firmamento?

Se eu fizer um testamento
Pra quem é que vou deixar
Minha camisa rasgada,
As águas dos rios, dos lagos,
Águas correntes, paradas, onde às vezes tomo banho?

Pra quem é que vou deixar,
Se fizer um testamento,
Vaga-lumes que em rebanhos
Cercam meu corpo de noite,
Quando o verão é chegado?

Se eu fizer um testamento
Pra quem vou deixar.
Mendigo assim como sou,
Todo o ouro que me dá
O sol que vejo nascer
Quando acordo na alvorada?
O sol que seca o meu corpo
Que o orvalho da madrugada
Com sua carícia molhou?

Pra quem é que vou deixar,
Se fizer um testamento,
Os meus bandos de pardais,
Que ao entardecer, nas árvores,
Bricando de esconde-esconde,
Procuram se divertir?

Pra quem é que eu vou deixar
Estas folhas de jornais
Que uso para me cobrir?

Se eu fizer um testamento
Pra quem é que eu vou deixar
Meu chapéu todo amassado
Onde escuto o tilintar
Das moedas que me dão,
Os que têm a alma boa,
Os que têm bom coração?

E antes que vida me largue,
Pra quem é que eu vou deixar
O grande estoque que tenho
Das palavras “Deus lhe pague”.

Pra quem é que eu vou deixar,
Se fizer um testamento,
Todas as folhas de Outono
Que trazidas pelo vento
Vêm meus pés atapetar?

Se eu fizer um testamento
Para quem e que vou deixar
Minhas sandálias furadas,
Que pisaram mil caminhos,
Cheias dos pós das estradas,
Estradas por onde andei.
Em que andanças vagabundas?
Pra quem é que eu vou deixar
Minhas saudades profundas
Dos sonhos que não sonhei?

Pra quem eu vou deixar
Se fizer um testamento.
Os bancos dos meus jardins,
Onde durmo e onde acordo
Entre rosas e jasmins?
Pra quem é que vou deixar,
Todos os raios de luar
Que beijam minhas mãos
Quando num canto da rua
Eu as ergo em oração?

Se eu fizer um testamento
Pra quem é que vou deixar
Meu cajado, meu farnel,
E a marca deste beijo
Em meu rosto
Perguntando
Se eu era Papai Noel?

Pra quem é que eu vou deixar,
Se fizer um testamento,
Este pedaço de trapo
Que no lixo eu encontrei
Que transformei em lenço
Para enxugar minhas lágrimas
Quando fingi que chorei?

Se eu fizer um testamento…
Testamento não farei!
Sem nenhum papel passado,
Que papéis eu não ligo,
Agora que estou resolvido:
O que tenho deixarei,
Na situação em que estou,
Para qualquer outro mendigo,
Rogando a Deus que o faça,
Depois que eu tiver morrido,
Ser tão feliz quanto eu sou.

-….-
(Extraí de um PPs que recebi que apenas tinha esta indicação
Urbano Reis – transcrito da revista Universo Espírita nº.4, pág15)