Fonte: Caras online

Sorriso de Kate Middleton esconde relação tensa com a rainha

A duquesa de Cambridge é acusada de afastar o marido, o príncipe William, da família real.

Inglaterra /

CARAS /

28 Fevereiro 2015, 12:00

Grávida de sete meses, a duquesa de Cambridge vive a primeira desavença com a família real britânica. A sua relação com a rainha Isabel II tem-se deteriorado gravemente nos últimos meses e Kate corre o risco de perder o seu mais importante apoio dentro da família do marido. Em causa estão a crescente influência do clã Middleton na vida dos duques de Cambridge, a educação do príncipe George e as quebras de protocolo não autorizadas.
Adorada e elogiada pelos bri­tânicos em geral desde o seu casamento com o príncipe William, em abril de 2011, Ka­te vive agora uma prova de fogo. Até agora, a duquesa de Cambridge tinha na avó do marido a sua maior aliada dentro da família real: foi Isabel II que proporcionou a Kate o seu casamento de sonho, que lhe permitiu manter-se afastada da vida pública durante largos meses para desfrutar da vida a dois, e que a ajudou a adaptar-se ao pesado protocolo real. A relação terá começado a mudar no outono de 2014, quando Kate e William decidiram mudar a sua residência do Palácio de Kensington, em Londres, para a casa de campo que lhes ofereceu a rainha como presente de casamen­to, em Anmer Hall. A decisão irritou profundamente Isabel II, pois defende que o casal real tem a obrigação de manter a sua residência em Londres e aí educar os filhos, de preferência longe da influência constante de terceiros e neste caso é óbvia a proximida­de dos pais de Kate, Carole e Michael Middleton, que a rainha considera não ser a mais adequada na educação de um futuro rei. Perante a desaprovação da rai­nha, William e Kate acabaram por reconsiderar, resolvendo permanecer em Londres e passar apenas longas temporadas na sua residência de campo. Mas Kate não terá gostado desta imposição, pois preferia viver os primeiros anos como mãe no campo e com a presença constante da sua família, algo que em Londres se torna mais difícil, pelo protocolo a que estão obrigados no Palácio de Kensington.
Foi pouco depois que Kate ficou grávida do segundo filho e o conflito pareceu ter sido esquecido, pelo menos até ao Natal. Mas eis que uma nova atitude da duquesa voltou a incomodar a rainha, quando decidiu quebrar décadas de protocolo e, em vez de celebrar o Natal com a família real em Sandringham, recebeu na casa de campo os pais e os irmãos, Pippa e James Middleton. Ainda por cima, voltou a quebrar a tradição ao juntar a sua família à família do marido na Missa do Dia de Natal.
A rainha, que em privado, já terá manifestado ao príncipe William a preocupação com a crescente influência que os Middleton têm na vida do casal e na educação do príncipe George, terceiro na linha de sucessão, terá ficado de tal modo desagradada com todas estas atitudes que decidiu mesmo banir os Middleton da tradicional caçada de Natal em Sandringham, o que, naturalmente, entristeceu Kate.
Segundo a imprensa inglesa, na sequência de tudo isto a rai­nha terá pedido um encontro com William e Kate no Palácio de Buckingham para discutirem em conjunto algumas questões relacionadas com o futuro do casal. O principal tema do encontro terá sido a “perigosa marcha dos Middleton”, expressão usada pelo próprio príncipe Carlos em alusão à constante presença dos pais de Kate na vida do filho e do neto. A rainha terá expressado a Kate e William o perigo que pode representar a constante influência de Carole e Michael nas suas vidas, pedindo que estejam mais próximos da vida real e que se empenhem mais na representação da Coroa britânica, até porque pode acontecer que William lhe suceda diretamente, sem que Carlos passe pelo trono. Um apelo que não agradou a William e o levou a implorar à avó que o deixe livre para se dedicar à família, que aumentará em meados de abril, e à carreira de piloto de salvamento antes de assumir deveres reais mais exi­gentes. Escusado será dizer que a rainha não apreciou a resposta.
Apesar de tudo, a conversa teve efeitos logo na organização das tradicionais férias familiares de William e Kate com os Middleton em Mustique, que a rainha aprovou, mas exigindo que os duques de Cambridge viajassem sozinhos e apenas permanecessem na ilha em simultâneo com os Middleton o tempo necessário para celebrarem o aniversário da mãe de Kate. Um pedido respeitado pelos duques, mas que entristeceu Kate, pois só esteve com a família durante três dos 14 dias que ali permaneceu.
Apesar dos esforços de William, o conflito está longe de estar ultrapassado. Kate disfarça o mal-estar com os sorrisos que exibe nos múltiplos atos oficiais a que tem comparecido desde que regressou de férias, apesar de em privado fontes não oficiais do Palácio de Kensington garantirem que a duquesa de Cambridge anda triste e preocupada com a futura gestão da sua vida familiar, sobretudo quando nascer o segundo filho, pois sabe que não poderá recorrer tão frequentemente à ajuda da mãe como tem feito até aqui.

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DESTINOS – Carlos Fragata

vida

Levanta-se, vai acordar o dia,
Pois bem antes do sol, já está na lida,
Manda embora a lua adormecida
Que está junto d’aurora e nem a via!

Merenda preparada, vai à vida,
Que a terra já o chama e desafia…
Não era esta a vida que queria,
Foi-lhe pelo destino atribuída!…

Sonhador como ele sabe ser,
Vai acariciando o arado,
Sonhando com o dia de colher.

Humilde como é, aceita o fado
Que lhe coube na sorte, ao nascer
E sorri à tristeza, resignado…

Carlos Fragata
Foto: Nuno Correia

TRILHOS de Rafael Rocha do livro “Poemas Escolhidos”.

Quando a tarde desceu ao pântano da noite

Trazendo um manto de piscares de estrelas

Um verso tentava nascer numa explosão

Entre galáxias, luas e cometas

Sentindo a saudade mais que desvairada

De tempos que não mais lhes são.

O poeta acreditava na verdade de outros mundos

Tentando desgrudar de si pensamentos maus

Na sutileza de buscar o orgasmo antigo

Da primeira fêmea onde fez o sangue patinar.

Resta a pergunta: o que será que ele fez

Para merecer tão insana saudade/dor?

Tinha um relógio na estação dos trens antigos

A marcar as horas da espera pela mulher

Fosse namorada, fosse amante, fosse puta.

Hoje os trens antigos não andam pelos trilhos

E não se pode ser mais alegre no pairar da tarde

Nem se caçar as tanajuras no amainar da chuva.

A verdade da imbecilidade ganha as ruas.

Homens se ajoelham e rogam pela vida eterna

Aos santos e deuses fabricados por eles mesmos.

E nesses altares dourados dos deuses da mentira

O poeta sabe que os trilhos de seus versos seguirão

Imensos e vivos no trem da eternidade!rafarafarafa

Poderão visitar o seu blogue:

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