Liquid Drop – arte em gotas d’água

por Eli Boscatto em 03 de set de 2012

Bela e delicada, imagens impossíveis de se obter apenas com os olhos, mas capturadas pela percepção.

Liquid Drop Art é a arte de dar formas artísticas a gotas de água. A artista Corrie White que nasceu na Holanda e atualmente vive no Canadá, desenvolve um trabalho fotográfico maravilhoso de fotografias de gotas de água ao dar-lhes formas de objetos do nosso cotidiano (sinos, pratos, fungos, guarda-chuvas, carrossel…).

A artista montou um pequeno atelier na cozinha de sua casa e usa como matéria prima água, leite, gelatina , corantes alimentícios e café. Temos a sensação de que estamos vendo pequenas esculturas de vidro. Mas é apenas uma ilusão. Trata-se de fato de fotografias realizadas com uma câmera Canon EOS 50D. Nenhuma foto é editada.

Líquida esculpida pelo movimento
Perco suas formas ínfimas
em milésimos de tempo
onde meu olhar não alcança

Fonte:OBVIOUS

As fotografias de Ruud Van Empel

em Fotos por Jéssica Parizotto em 02 de set de 2012

O fotógrafo utiliza o analógico e o digital para criar estas fotos que mais parecem pinturas.

O primeiro procedimento é o de fotografar as crianças utilizando uma técnica especial e pouco comum: o Cibachrome.
Trata-se do processo mais direto da fotografia. Numa fotografia analógica normal, a imagem é captada em negativo e só então passada para o positivo. Nesta técnica a foto é captada diretamente em cromo (positivo), isso faz com que as imagens tornem-se extremamente nítidas e fiéis à realidade. Depois deste processo, o fotógrafo posiciona as crianças em ambientes naturais através de softwares de manipulação de imagens. Você pode conferir mais desse surpreendente trabalho no site do artista.

Fonte:OBVIOUS

 

O BAILADO DAS NINFAS

“O BAILADO DAS NINFAS”

Quereis tanto cantar o passado;
Quereis tanto cantar as ninfas que se foram!…
Cantai sim as que ficam que muitas há, bem aqui…
Ninfas, donzelas – mulheres de hoje – prontas para amar e dar!

Deixai-vos levar por elas, que sempre vos amaram…
Amam-vos e não percebeis; que só pensais em vós mesmos…
Deixai de pensar tanto em vós e deliciai-vos com as ninfas que tend…
es!
Descobrireis quão belas são e quanto vos amam…

Vede esse Porto, essa Gaia cheia de amores esquecidos por tormentas…
Senti nesse vinho o perfume de vossas ninfas!…
Vivei o hoje que o ontem ficou morto no esquecimento do passado.
Amai o que é vosso e o que se dá em troca de nada!

Amai o Porto, e Gaia, e o Vinho do Porto – porque não?
Mas amai sobretudo as ninfas – as vossas ninfas!
As ninfas que se deram para vós e que continuam a dar-se…

Fernando Figueirinhas

(extraído da página de Anabela de Araújo

do Facebook)

ADORMECI A VIDA de: ROSA MARIA

Adormeci a vida…afundei-me no mar bravio…fiquei nua
Deitei ao vento…os segredos…os medos…todos os restos
Expus as cicatrizes…raízes profundas duma noite sem lua
Fiz do silêncio a minha voz…dos sonhos os meus desertos

Calo as palavras…embriago-me…bebo-me…mergulho em mim
Deito-me sobre as pedras…dispo na noite…os meus cansaços
Já nada espero…nada quero…junto os pedaços que não vivi
Sou um resto de nada…sou o chão desfeito dos meus passos

De mãos estendidas…espero o nada que me dá a morte
Adormeço a vida…sem gestos…sem braços…sem mim
Carrego nos ombros cansados…o frio que me dá a noite
No corpo vazio…carrego a desilusão…que me dá o fim

Adormeço na terra fria…choro a solidão escrita em poesia
Olho-me e não me encontro…quebrou-se o espelho da vida
Rasgo a carne que me cobre…choro o meu corpo em agonia
Se vivo não sei…se estou morta…sei lá…estou apenas ferida

No frio da noite…na escuridão do dia…sou o grito da morte
Sou o adeus mudo…sou a solidão…do meu corpo de mulher
Sou a lágrima que me escorre de mansinho…sou vento norte
Caí e levantei-me tanta vez…despedacei-me…rasguei a pele

Guardei a dor…no fundo de mim…calei o grito…anoiteci
Soletrei os meus cansaços…amordacei no peito as mágoas
Rasguei as palavras…deitei-as ao vento…caminhei sem mim
Entreguei meu corpo ao mar…vi correr as minhas lágrimas

Escrito por : Rosa Maria

(retirado,com a devida autorização
da página de Facebook de Rosa Maria
seu blogue:
http://rosasolidao.blogspot.com

As cinco versões de O GRITO de Edvard Munch

em Arte por Jéssica Parizotto em 27 de ago de 2012

A célebre pintura de Edvard Munch possui cinco versões executadas em diferentes materiais e técnicas. Veja todas elas aqui.

Esta é a versão mais conhecida, pintada em 1893 em óleo e pastel sobre cartão, encontra-se exposta na Galeria Nacional de Oslo.

Versão que também data de 1893, feita a lápis, pode ser vista na Galeria Nacional de Oslo.

Executada em têmpera sobre cartão, em 1910, esta versão podia ser vista na Galeria Nacional de Oslo até 2004, quando foi roubada. Recuperada em 2006, a obra apresentava danos irreparáveis segundo especialistas.

Versão de 1895, feita em pastel sobre cartão, pertencia a uma coleção particular e em maio de 2012 tornou-se a obra mais cara arrematada em um leilão, vendida por US$ 119,9 milhões.

Como todas as outras obras de arte que tornam-se “fenômenos” de popularidade, para atender a demanda gerada por revistas e jornais, em 1900, Edvard Munch criou esta litografia. A base feita de pedra foi destruída pouco tempo depois.

Fonte:OBVIOUS

SER FLOR

Florescer – é Resultar – quem encontra uma flor
E a olha descuidadamente

Mal pode imaginar
O pequeno Pormenor

Que ajudou ao Incidente
Brilhante e complicado,
E depois oferecido, tal Borboleta,
Ao Meridiano –

Encher o Botão – opor-se ao Verme –
Obter o que de Orvalho tem direito –
Regular o Calor – escapar ao Vento –
Evitar a abelha que anda à espreita,

Não decepcionar a Grande Natureza
Que A espera nesse Dia –
Ser Flor é uma profunda
Responsabilidade –

Emily Dickinson

(extraído da página do Facebook

de Anabela de Araújo)

São esses os líderes que eu temo

Adriana: “Porque é que estão aqui?”
Sérgio: “Estou aqui porque é o meu trabalho.”
Adriana:”Mas não preferias estar connosco,
deste lado?
Sérgio: “… …. ….”

São esses
os líderes que eu temo.
E aos que os seguem, discípulos.
Uma procissão de crentes
que esboça planos
para a morte,
sem pestanejar um gesto de amor,
com a convicção
hitleriana
de criar o Homem Novo.

O préstito
ocupa todo o espaço disponível.
É gordo,
nada sobra
a não ser a esterilidade do medo,
de onde não querem
que ninguém saia,
onde não há luz
nem água para as sanitas.
Foram cortadas,
para que se não veja a forma
de escoá-los como merda.

Mas esqueceram-se da água que há
no olhar infravermelho do povo,
que, quando quer,
sabe como puxar o autoclismo

(sugiro uma visita ao seu blogue:
http://nimbypolis.blogspot.pt