DESENHANDO gentilmente cedido Paulo Silva

Eu sempre soube que o amor não tinha forma nem qualquer descrição mas mesmo assim nunca parei de tentar preenche-lo com ideias mirabolantes que o meu coração transpunha para o papel. Pintei-o e completei o vasto horizonte de sonhos. Problemas foram surgindo ao preencher a folha que parecia sempre vazia. Consegui concluir que todas as pessoas são iguais, apenas mudam a forma de encaixe das peças em cada problema e em cada passo. Em cada poema inserem a sua letra e em cada texto acrescentam o seu desejável parágrafo. Pouco importa. Todas amam e desejam amar. Querem satisfazer e doar sentimentos mesmo que não consigam pensar nisso sequer. O desejo é mutuo e a vontade atingível. Os pensamentos são vários e todos eles sem nexo, afinal são pensamentos; não existem e só limitam a nossa capacidade de arriscar. Mas o amor é diferente, o amor não pensa. O amor é ilusório e indescritível e eu sempre o tento descrever. Pareço louco ao fazê-lo. O amor é saudável e doentio. É selvagem mas carinhoso. Faz-nos ser tudo e não ser nada que mesmo que o tenhamos no peito vamos pensar ou tentar arrastar o coração com a cabeça não nos importando sequer com a dor que o coração sente ao ser amarrado de tal jeito. E hoje o meu desenho acaba, amanhã comprarei novas cores e novas ferramentas pois a construção é lenta e demorada que num dia não termina para quem quer amar por completa satisfação de um coração.

sugiro uma visita ao seu blogue:
http://placedopaulo.blogspot.com

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O Meu Perdão…gentilmente cedido por PAULA MARTINS

Na sede de te querer
Tantas cartas enviadas
Tantas partidas, tantas chegadas
Para no fim te perder…

Que é dos beijos que te dei?
E do amor que te ensinei
Enquanto a noite dormia
Será que estavas ausente?
Como quem está mas não sente
Na cama em que o meu amor fervia

O meu sorriso foi levado p’las águas
Juntamente com a dor das mágoas
Para o sepulcro da decepção
Enterrei com ele a nossa história
Mas não irei gritar vitória
Porque de negro se vestiu o meu coração

Ah! Quanta dor sofrida e calada
Por tantos silêncios maltratada
Abraçada à ilusão
Beijei e não fui beijada
Amei e não fui amada
Mas é teu o meu perdão.

sugiro visitem seu blogue:
www.paula-reflexoes.blogspot.com

gentilmente cedido por PAULA MORAES

Posso afirmar que nem tudo que é dito vem do coração
nem todo sentimento leva a frustração
Não quero que tudo “seja eterno enquanto dure”
Nem marcante que perdure
Posso afirmar que nem tudo que dizem é sincero
Nem tudo que vejo é como espero
O mundo não é como gostaria
E não é mera filosofia
As pessoas não se mostram
São narcisistas ou mal se gostam
Usam máscaras, se escondem
Por trás de um título, um sobrenome

Nem tudo que eu digo eu faria
mas não suporto hipocrisia
Gente que se acha melhor, se acha o tal
E trata todo mundo mal
Deveria ser desprezado
Por todos ignorado
Discriminar, destratar, maltratar
Não são verbos para conjugar
Quem tem muito “pré conceito”
Deve ter muita cicatriz no peito
Quem gosta de “pré julgar”
Precisa se tratar…
Às vezes somos muito irracionais
Até mais que os animais
E nos achamos espertos demais
Não somos mais do que mortais

Almas precisando ser lapidadas
Pessoas precisando ser amadas
Estamos aqui para aprender
Para acolher
Para amar e não fazer sofrer
E assim ir descobrindo a magia de viver…
Escrito por Paula Moraes

sugiro visitem seu blogue:
http://paulamlima.blogspot.com

 

cedido por SANDRA BOTELHO

Onde estarão meus sorrisos?

Mergulhados no lamaçal da dor?

Sufocados em algum amor?

Onde está minha alegria?

Aquela que de tudo se ria…

Perdeu-se na longura da tristeza?

Já não vê no mar tanta beleza…

Foram-se embora os desejos,

o gosto doce que tinha o beijo…

Onde se escondeu a inconsequência?

Encerrou-se nessa eterna sonolência.

Plantou-se a flor e não regada…

Hoje jaz murcha e amarelada.

Ressecou-se a tez cheia de viço…

fez-se do ouro, puro lixo!

Morreu a vontade imensa de viver

silenciou-se a voz que dizia

que viver é quase uma alegria

Dorme na pedra, tremula e fria.

Ouvidos cerrados pra todas as canções.

Roubaram-lhe suas emoções…

A menina que namorava sorriso,

hoje carrega olhares imprecisos.

E chora, molhando a terra do coração…

Na esperança de vicejar a paixão!

gentilmente cedido por

Sandra Botelho

sugiro visitem o seu blogue:

http://vidaseverdades.blogspot.com

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